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Cartilha de Greve: Polícia x Polícia
Dezesseis de agosto de 2008. Trinta mil policiais civis entram em greve em São Paulo, afetando 187 municípios do Estado.
No dia 17 de outubro de 2008, num capítulo inusitado da Ordem Pública, policias civil e militar entram em conflito e protagonizam o caos. A multidão de policiais civis indignados segue para invadir o Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo José Serra. São contidos à bala pela Tropa Militar. Vinte e cinco pessoas estão feridas.
O fato repercute no mundo. Mídias internacionais apontam caos na Ordem Pública no Brasil.
Não obstante ao teatro de sangue, balas e Guardiões da Ordem desfilando armamentos pesados degladiando em área urbana, a ordem do Governador do Estado é endurecer a batalha. A greve continua...
O presidente da Associação dos Investigadores de Policia Civil, Vanderlei Bailoni afirma que o movimento de greve é pacífico. Diz também que o conflito é uma articulação do Governador José Serra.
Entre muitas passeatas que a corporação promove, são vistos grevistas armados.
No dia 28 de outubro, novo Movimento na Praça da Sé, marco zero da cidade de São Paulo, área de grande contingente urbano na quinta maior metrópole do mundo. Três mil policiais militares reivindicam seus direitos.
Folha de S. Paulo publica capa mostrando o excesso dos manifestantes. Investigador de polícia agride motoboy que tenta avançar ao bloqueio imposto pelo pelotão de policiais civis em fúria, que pára o centro da cidade de São Paulo.
O Presidente do STF, Gilmar Mendes, questiona a legitimidade da greve por corporações armadas.
O Ministro Eros Grau (STF) conclui que o direito a greve não se aplica a Policia Civil.
Durante 59 dias 30 mil policiais civis do Estado de São Paulo estiveram em greve exigindo melhora nos seus direitos de classe. Exigiram, além de reestruturação na corporação, 15% de aumento imediato (2008), 12% no ano de 2009 e 12% em 2010.
No dia 12 de novembro, em decisão do STF, a greve tem seu desfecho.
A SSP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo) identifica o policial civil fotografado pela Folha e o afasta das suas funções.
A Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo aprova projetos de restruturação e concede reajuste salarial de 6,5%.
São Paulo SP_ 2008